sexta-feira, 21 de novembro de 2008

amém

às vezes, eu queria 3 vidas - ao mesmo tempo: uma pra ler, outra para escrever e mais uma para viver.

mas, hoje, eu queria mais uma vida - depois desta - porque eu vou morrer sem ver tudo: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet/2008/11/20/jovens-padres-do-vaticano-posam-para-o-calendario-2009/

(descobri o caminho do pecado lá no lampadaria - http://www.lampadaria.blogspot.com/)

domingo, 16 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Por que um blog ?!?

Aqui é o lugar, onde a ilha que eu sou finalmente espera por um barco e não mais ergue muralhas.

dos comerciais

Descobri um livro lindo - que gostaria de ter escrito.
Não, não me deu uma inveja boa porque eu não acredito em inveja boa.
Meu deu aquele calorzinho por dentro, de saber que eu posso estar até mesmo nas palavras de quem eu nem conheço pessoalmente.
Foi aquela mágica de provar uma roupa que veste até alma, mesmo que quem pariu esta veste nem sonha as minhas (des)medidas.
(Aliás, isto tem acontecido também com os escritos das "desconhecidas" Ticcia, Mafalda Crescida, Belly e F. Reis...)

O livro em questão - que eu sempre perco o foco - é: "Mania de Explicação" da Adriana Falcão (sim, é um livro infantil... )

Uma partezinha do livro:
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa. (Como eu queria parar de achar o que eu deveria querer, não... ninguém imagina o quanto!)

Mais um pouquinho:
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

fim de ano

sempre é uma bosta: o calor e o horário de verão terminam com o meu humor.

depois, é a hora de me despedir de mais uma turma.
é horrível. agora, eu já conheci a desgraça e reconheci a graça de cada criança.
agora, eles já perdoaram as minhas neuroses.
agora, a gente se reconhece pelo olhar.
somos cúmplices no quanto rimos e erramos para chegar até aqui.
não juntamos apenas letras e palavras, misturamos as nossas histórias.
eu sei o nome de cada avó, pai e mãe... e até dos cachorros das crianças, sei o que faz cada um deles viver ou morrer.
eles sabem como eu me sinto até pela roupa que eu uso, pela cor da minha caneta, pelo meu perfume, pela minha voz, pela minha letra...
somos um organismo vivo do qual eu serei abortada em menos de um mês.
(nem sempre eu gosto de recomeçar, às vezes eu queria poder continuar...)

Show A Mulher de Oslo com Vanessa Longoni

Acabo de chegar do show "A Mulher de Oslo" com Vanessa Longoni.
Assistiram ao show menos de 25 pessoas.
Ainda me constragem as pessoas da minha provínvia.
É, eu fico tensa e aproveito menos do que poderia.
Como se a falta de cada pessoa (que eu não sei quem deveria ser) me habitasse.

Minha mãe que me perdoe, mas eu acho que o caminho mais fácil a tudo que é sagrado é a música.
Depois, a imagem.
Só depois, a palavra.

Se eu tivesse escolha, em primeiro lugar eu gostaria de saber música, depois desenho, depois ser homem, depois ser bonita, depois ter grana, depois ter tempo...

Mas depois, é coisa pra depois.

domingo, 2 de novembro de 2008

finados

"...mas as pessoas da sala de jantar
são preocupadas em nascer e morrer ." (Caetano e Gil)

é, não fui ao cemitério.
não que eu não tenha mortos queridos.
(aliás, mais fácil ser querido morto do que vivo...)

juro que tenho um tio que eu nunca lembro se tá vivo ou morto.
(ele tá vivo)
(às vezes, eu preciso perguntar pra minha mãe, que nem estranha mais - tantas são as vezes que eu já perguntei.)
(é, ele também não colabora, sempre falando de doenças e das tantas vezes em que ele quase morreu.)

eu morro todos os dias.
pra acordar na hora.
pra chegar na hora.
pra manter o peso, pra perder peso, pra agüentar o peso de certas coisas.
escutando as mesmas coisas.
querendo acreditar.
engolindo fumaça.
adiando coisas.
contando dinheiro.

estes dias li que uma mulher apaixonada é uma mulher baleada.
eu, acredito que a falta de paixão também é uma forma de estar baleado.

que a vida - como disse clarice - é uma loucura que a MORTE faz.

que - como disse quintana - a gente nasce grávido da morte.
(e eu ando gestando a minha muito bem - obrigada)

o peso dos quilos

ia comprar a biografia do tim maia.
é, eu adoro biografias.
mas, a coisa pros gordos tá tão feia que na indicação de cada capítulo (no índice do livro) consta o peso dele - em TODOS os capítulo. pode?!?
começa nos 90 e termina nos 140.

a gente anda valendo cada quilo que a gente não pesa.
(e eu, chegando perto dos 70!)

o que faz uma vontade

meu desejo de que as férias cheguem logo é tão intenso que eu já comecei a fazer cartões de natal.
(isto que durante o período de férias eu estarei em curso...)

ho ho ho!

diretamente do Blog da Laura

"Minha solidão não tem nada a ver
com a presença ou ausência de pessoa.
Detesto quem me rouba a solidão,
sem em troca me oferecer
verdadeiramente companhia..."
Friedrich Nietzsche

diretamente do Não Discuto, por Ticcia

Será que entendes, amado meu, que habitei com meus medos os mais terríveis precipícios e que teu olhar me lança pontes que eu nunca soube que pudessem existir?

sábado, 1 de novembro de 2008

54 feira do livro de porto alegre

a feira continua linda.
a praça.
o cheiro da pipoca.
as pessoas se aglomerando em volta dos saldos.
eu reafirmando o quanto livro é caro - ou eu pobre -.
os vendedores nas bancas sabendo indicar, sabendo o que estão vendendo.
uns escritores pra lá e pra cá.
(menos o verissimo que eu sempre procuro e nunca encontro)
sacolas de livros.
todo mundo olhando com as mãos.
crianças penduradas e senhores apoiados... nos balaios, nos livros, nas famílias.
títulos que eu já li, títulos que eu quero, poemas que eu sei de cor.

eu fico imaginando quem compra "segundas-feiras felizes" ou "vaginas".
eu fico imaginando a tristeza de um escritor ao se achar encalhado num saldo.
eu fico imaginando a emoção de alguém que autografa.
eu fico imaginando se eu ganhasse um cheque em branco para ir à feira.

eu sigo comprando os livros que já li, simplesmente porque quero a história perto de mim.
eu sigo comprando clarice lispetor.
comprando pela capa, pela ilustração, porque li uma entrevista do autor.
compro porque é uma biografia e isto me basta.
passo a mão pela capa, sinto os relevos ... e peno por não poder levar tudo que eu quero.
me supero e compro (sem saber) um livro que já tenho em casa.

trago um livro infantil caro e lindo pra casa.
pra mim.
que não tenho filho, afilhada e nem cachorro.
porque eu sou a minha menina e às vezes ainda me dou a mão.